O primeiro post de “Irmã Morfina” começa falando de estilo. Ou melhor, senso de estilo, porque estilo próprio todo mundo pode ter, mas ter senso de ridículo é outra história. Coisa que acontece com muitas pessoas que pertencem a tribos, digamos assim. Geralmente há uma premissa para pessoas que gostam de música de que, se você gosta de um tipo de um som específico, é fundamental usar roupas de acordo como tal. Pra ouvir punk, use tachas e calça jeans rasgadas; para os amantes de bandas indies, use óculos de aro grosso além do velho All Star guerra.
Depois que se chega numa certa idade esse lance de pertencer a uma tribo e ser “cool” é muito estranho. Nunca entendi certas pessoas que se acham a última bolacha do pacote, trajadas com estilo “alternativo” de gosto duvidoso, mesmo estando na casa dos vinte e poucos anos. Parece-me nonsense demais. Quando se tem 16 anos dá pra entender – nessa tenra idade eu, por exemplo, queria ter o estilo igual ao da Courtney Love. Mas eu tinha apenas 16 anos!!!
Gente, pra ouvir Patti Smith não é preciso andar com roupas masculinizadas e cabelo fedido. Se ela quer ser assim, azar o dela, contanto que ela continue fazendo boa música, that’s what matter. Pensando nisso – e sendo amante de música e de moda – listei cinco referências fashionistas no ramo musical que devem servir de inspiração sempre.
Debbie Harry
A mais feminina das roqueiras é minha “ídola” número 1. Foi por culpa da Debbie Harry que conheci um trilhão de bandas legais da chamada era punk/new wave e também um senso de estilo criativo sem igual. Para quem é ligado no atual revival fashion dos anos 80, Debbie Harry é umas das pessoas famosas que melhor personificam essa era. Eu poderia citar Cyndi Lauper, mas aqui estamos falando de bom gosto e senso, coisas que Debbie Harry tem (tinha?) de sobra. Cores vivas, grafismo, macacão, bodys, legging, cintura alta, Ray-Ban Wayfarer e alfaiataria estavam lá no visual de Debbie, no final dos anos 70 e início dos 80. Tá certo que, vez ou outra, ela escorregou no visu, mas, afinal, que ícone da moda não o fez?
Scarlett Johansson
Atual musa do cinema americano, Scarlett Johansson também é referência quando o assunto é moda e elegância. Alguns podem se perguntar “oras, mas ela não era atriz?”, e eu respondo que sim, cabeçudo, mas ela também resolveu se enveredar pro ramo da música gravando um disco (fraco) com músicas de Tom Waits e tá pra lançar o segundo rebento. Ninguém disse que ela poderia ser cantora, mas ela tem talento de sobra para a atuação nas telonas, além de se vestir bem. Com apenas 24 anos, ela já foi garota propaganda de diversas marcas como Louis Vuitton, Dolce & Gabbana e a espanhola Mango, entre outras, e capa das principais revistas de moda do mundo. O estilo quase sempre tem referência nos 50′s, variando entre o comportado e o sexy, rendendo muitas comparações com Marilyn Monroe. A atriz chegou a lançar sua própria marca também (que agora não me recordo o nome) com roupinhas no estilo esportivo.
Marianne Faithfull
Marianne entra pro panteão “rainha do estilo anos 60″. Do estilo mod – com sapatos anabela, oxford shoes, além de cardigãs e minissaias – passando pelo estilo hippie-psicodélico do final da década, Faithfull se tornou referência para a moda daquela época – juntamente com a modelo Anita Pallenberg. Influência para vários nomes importantes do meio musical, como Beck, Courtney Love, Kurt Cobain e PJ Harvey, infelizmente viveu à sombra da estrela dos membros dos Rolling Stones, de quem era amiga íntima e namorada, por anos, de seu líder, Mick Jagger. Com eles fez uma das canções mais melancólicas e pesadas da banda, “Sister Morphine” (que dá nome a este blog). Durante ao anos 70 e 80 foi o retrato da diva decadente, viciada nas drogas mais pesadas possíveis, que detonaram, literalmente, a outrora voz límpida.
Carla Bruni
Antes do casamento com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, acho que só tinha ouvido falar da cantora italiana Carla Bruni na minha aula de frânces, quando alguém citou que gostava de uma música dela. Hoje, lembro de ter ouvido algumas músicas dela, mas não me recordo se ela é ou não uma artista talentosa. Mas uma coisa não se pode negar: Bruni tem talento de sobra para se vestir bem. XÉZUIS, eu quero um guarda-roupa daquele! Trench-coats, boleros, tailleurs, casaquetos, pashminas, mantô, sapatilhas, tudo combinando, com o visual sempre muito sóbrio (como já definiu a revista “Vogue”) e quase sem aderir à estampas. Diversas vezes comparada à Jackie ‘O, merecidamente.
Lily Allen
Ela pode até escorregar no visu às vezes, e você pode até não curtir, mas eu acho a proposta do visual “divertido” super acertado. Faixas e laços no cabelo, vestidinhos coloridos que remetem os anos 60 com um ar quase infantil. E Lily Allen tem, pelo menos, um disco muito legal, “It’s Not Me, It’s You”, lançado no começo deste ano. O ápice de “fica dica de como se vestir bem” foi no clipe de “It’s Not Fair”, uma pérola pop com batidão (?) country onde Lily usa um macacão D-I-V-I-N-O que caiu como bem no corpo de apenas 1,57.





Debbie Harry forever! Linda demais! Não poderia ser de outra o primeiríssimo lugar!
Adorei o post. Que venham os cinco gatheenhos chiquetésimos da música!
=*
Carla Bruni é musa, Lily Allen é uma feinha estilosa e charmosa… Na sua lista faltou a Duffy, que também é super elegante (apesar de ficar bem melhor quando veste apenas um lençol, como no clipe de “Stepping Stone”… hehehehe).
Ah, e o primeiro disco da Lily Allen tb é legal!
Lívia deu uma ótima ideia! No próximo post, os mais bem vestidos do cinema e/ou música!
A mais bunita é a escarlete, mas a bruni é a que se veste melhor. Musicalmente falando, eu to por fora. Sö conheço a musica do clipe da lili alen. As outras musicas do album achei chatinhas…
muito legal o blog, juliana!! pode continuar nesse rumo, adorei!
beeijos
E Deus criou Carla Bruni
eu sabia que os comentários masculinos seriam sobre a aparência física e não o modo de se vestir, hahaha!
Adorei o post, coleeegaan… até vc entende de moda um pouco né.. achava que eras apenas uma groupie querendo ver o Hilbert no Fashion Days hehehehe
não deixa de ser… não é todo dia que a gente vê Rodrigo Hilbert, né? eu não ia perder!
Eu escuto Carla Bruni já tem um tempo… e só neste mês que comecei a fazer francês. Adoro as músicas dela… fui ouvindo daqui pra Brasília no avião e adormeci… uma voz doce… pra dias agitados em que vc quer paz.
Emily Haines do Metric é uma que poderia entrar na lista. Ela tá sempre bem vestida.
Debbie Harry forever Juju.
A Lilly Allen vai estar em Sampa no dia 16 de Setembro. Tó meio puto com ela ter feito um feio e bebada no ano passado. Estragou até heart of Glass.